Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Rota da Broa

 

 

 

 

 
 

MAIS UMA COISA BOA DO NOSSO PORTUGAL QUE ESPERO QUE POSSAM DESFRUTAR

 

 

O PÃO DE CADA DIA
pelos caminhos da broa de Candal
27 Setembro´08
Candal (São Pedro do Sul)
Rota da Broa + Cinema nas Aldeias
APRESENTAÇÃO
Como promotor de inclusão e desenvolvimento, o Projecto Criar Raízes tem procurado dar resposta a problemas do concelho, nomeadamente o despovoamento das aldeias mais periféricas de São Pedro do Sul. Começou então por trabalhar sobretudo a questão económica, principal garante da fixação das pessoas nessas zonas. A loja Terras de São Pedro do Sul (nas Termas), o Cabaz e a CoopRaízes-Cooperativa de Produtores das Terras de São Pedro do Sul são disso exemplo. Mas quando se fala em dinâmicas sócio-culturais e de (novas) perspectivas para o futuro, outras questões se colocam, daí que foi sempre nossa intenção potenciar os “produtos imateriais” da serra, as riquezas naturais, da terra, da cultura, das tradições, das pessoas para as pessoas, lançando novos caminhos.
Surge assim, o Cinema nas Aldeias, trazendo e devolvendo um olhar (do) exterior, os Ritmos da Terra,
percursos pedestres temáticos, ligados aos ritmos das populações, sejam eles dos trabalhos agrícolas ou de
lazer, da natureza, das estações, ou das colheitas... que assim partilham o seu saber e modo de vida com o
outro, e por fim o Estória, História... encontro anual de contadores de “estórias” à volta da lareira, privilegiando
as relações humanas, a mútua troca de ideias e experiências.
PROGRAMA
Pelo S. João, muita palha e pouco grão
Pelo S. João já não se semeia pão
Pelo S. Pedro, água ao rego sem medo
Bandeiras para o pasto e pelo São Miguel milho para o canastro
***
Continuação da (re)descoberta das aldeias serranas do concelho de São Pedro do Sul, desta vez acompanhando todo o ciclo do pão, desde os campos de milho até à mesa. Os participantes serão convidados a fazer o seu próprio pão, neste caso, a tradicional “broa de Candal”.
***
A Rota da Broa é um percurso pedestre ligado à vida nas aldeias de Candal e Póvoa das Leiras em torno da
confecção da broa. Iniciaremos o nosso percurso com uma oficina de confecção da broa que ficará a cargo da Dª Luísa e da Dª Marcolina. Depois de “botar-se” ao forno a broa e enquanto coze, iremos descobrir todo o processo para lá chegarmos. Ou seja, do grão até ao pão.
Das sementeiras até chegar à masseira (móvel em madeira onde se amassa e se conserva a broa), o milho
antes de ser pão, tem uma longa história. Das sementeiras entre Abril e Maio até à colheita do milho entre os meses de Setembro e Outubro, há muito que fazer. Depois de colhido e de todo o duro trabalho que é preciso fazer, é então que o milho torna-se mais festivo com a desfolhada.
***
Antes de iniciar a caminhada haverá espaço para uma pequena merenda tradicional na Casa das Terças
(pertença da Cooperativa Mais Além).
Já recompostos, partiremos em direcção a Póvoa das Leiras, e recuaremos no tempo ouvindo histórias de
mouros e romanos, minas e potes de ouro, e chegaremos por fim ao moinho de água, nossa primeira paragem.
Os mais de dez moinhos de água ao longo da Ribeira de Paivô ainda funcionavam até há 30 anos e constituíam um dos elementos arquitectónicos essenciais juntamente com o palheiro, a eira e o canastro na agricultura
tradicional. Foram sendo substituídos pelos moinhos eléctricos que quase todas as famílias possuem em suas
casas. O moinho do Zé na Póvoa das Leiras será umas das etapas desta Rota. Dois dos cinco herdeiros deste
moinho teimam em moer no único moinho de água ainda activo na freguesia de Candal; assistiremos assim à demonstração e explicação por um deles.
Com passagem pelo centro da aldeia, iremos percorrer parcialmente o Percurso das Bétulas (PR2) e atravessaremos o ribeiro ladeado por frondosos castanheiros.
Os palheiros com a sua eira e canastro continuam a ser utilizados pela grande maioria dos agricultores. Um
deles, o Tapado da Cancela junto ao bocado (campo) da Terra Nova irá merecer a nossa visita no fim da
caminhada.
No final de percurso pedestre, já na aldeia de Candal iremos abrir o forno e tirar a broa.
Depois de almoço iremos malhar o milho na Eira da Ana bem acompanhados pelos cantares de Candal.
Já no fim do dia, iremos visitar o parque de Campismo da Fraguinha e assistir a uma secção de Cinema nas
Aldeias.
Acima de tudo pretende-se aproximar realidades, estabelecendo pontes de conhecimento, solidariedade e
partilha entre quem dá e quem recebe. Com curiosidade, respeito e boa disposição. Talvez por isso, façamos
questão de realizar os percursos em grupos pequenos.
Duração: +/- 4 horas e meia com pausa para merenda.
Dificuldade: Fácil. Percurso circular, alternando entre estrada, caminhos e ruas empedradas
Distância: +/- 4 km (percurso circular)
Trazer calçado confortável, mochila, garrafa de água, chapéu, roupa leve e adequada à época, um casaco é
aconselhável (na serra o tempo é imprevisível).
8h15 > Concentração das pessoas inscritas frente ao escritório do Criar Raízes.
(Largo da Cerca Bloco 1 Fracção G, 1º Esq. - por trás da Câm. Municipal, por cima da loja chinesa)
8h30 - Partida para CANDAL
Em alternativa, quem souber o caminho ou quiser seguir as indicações que seguem mais à frente, o encontro do
grupo será frente à Casa das Terças (Candal) às 9h15.
***
9h15 > Início
Recepção no Largo das Terças. Pequena apresentação do aldeia e do programa.
9h20 > Oficina de confecção da broa
10h00 > deixar pão a fintar (levedar)
10h20 – 11h00 > Pausa para merenda tradicional (bola de carne, bola de mel e fruta)
11h00 > Colocar pão no forno
11h30 > Início da caminhada
12h15 > Visita a moinho
13h30 > Regresso a Candal e visita a Tapado da Cancela
14h00 > Tirar a broa do forno
14h15 > Almoço (Vitela Assada)
16h00> Malhar o milho ao som dos cantares de Candal
17h30> Visita ao parque de campismo Rural da Fraguinha
18h00> Cinema nas aldeias: Documentário: “A vida secreta dos Lobos”
ROTA DA BROA
(Candal)
CICLO HOMEM . TERRA . TRABALHO
Pretende-se com esta iniciativa lançar um olhar sobre problemas e sonhos idênticos a estas populações, a esta região, tão longe e tão perto, de outras tantas no país ou até além fronteiras.
Será também uma forma de trazer filmes e documentários de qualidade, na sua maioria nunca antes exibidos nesta região, potenciando assim também, a possível vinda de espectadores exteriores às aldeias (Candal, Manhouce, Nodar e Covas do Monte).
27 de Setembro . 2008
Fraguinha (no parque de campismo rural)
Documentário: “A Vida secreta dos Lobos”
18h00
Sinopse
Anabela Moedas e Pedro Alarcão são um casal de jornalistas que em 2001 fez uma opção radical de vida. Decidiram ir para a serra da Peneda fazer um grande livro sobre os lobos em liberdade. A maior parte das imagens e documentários que existem sobre o lobo ibérico foram feitas com lobos em cativeiro ou com animais domesticados. Ver um lobo  em acção no seu território é extremamente difícil. Mesmo os pastores da serra, contam pelos dedos as vezes que avistaram um lobo e sempre ao longe.
Mas em dois anos de aproximações e muita experiência falhada, o casal percebeu o que tinha a fazer. Em 2003 adquiriram uma máquina de filmar e conseguiram imagens únicas da vida de uma alcateia de lobos. Assistiram a comportamentos inéditos o observaram pela primeira vez como se organizam os lobos para educar as suas crias.
A RTP acompanhou o casal de lobos durante todo o período de filmagens documentando os esforços e os truques que utilizaram para filmar os lobos que persistem em Portugal,
num dos mais belos santuários naturais da Europa.
CONDIÇÕES
TAXA DE INSCRIÇÃO
15 euros por pessoa: Merenda Tradicional + Almoço + seguro (inclui Percurso Pedestre)
NOTA: Por cada taxa de inscrição recebida, ao abrigo do programa de Turismo Ético e Solidário, 2 euros revertem a favor da
aquisição de um computador pessoal para a comunidade.
CINEMA: acesso livre
ATENÇÃO: ALMOÇO E PERCURSO PEDESTRE MEDIANTE RESERVA OBRIGATÓRIA
Informações e Reservas (até às 17h da 6ª feira imediatamente anterior ao percurso) pelos contactos:
Projecto Criar Raízes
Tlf: 232 728 330 / 96 154 87 91
E-mail: criaraizes@portugalmail.pt
O percurso far-se-á com um mínimo de 5 e o máximo de 15 pessoas
Se necessitar de alojamento por favor contacte-nos, temos algumas parcerias com unidades de Turismo Rural.
LOCALIZAÇÃO
A aldeia de Candal tem acesso por estrada alcatroada a partir da sede do concelho.
Como chegar:
Desde São Pedro do Sul, seguir as indicações para o Bioparque / Arouca e Zona Industrial (de Bordonhos).
Aproximadamente 4 km depois, aparecerá uma primeira rotunda, na qual deverá tomar a direcção de Fraguinha
/ Arada. Passar igreja da aldeia de Sá e um pouco mais à frente, junto à escola primária, virar à direita na
direcção de Fraguinha / Serra da Arada.
Alguns quilómetros depois, num entroncamento, já depois de ter subido a serra e ter passado pelo Centro de
Promoção de Territórios (antiga casa florestal), vire à esquerda para Candal / Fraguinha / Arada.
Passe a aldeia da Coelheira e siga sempre em frente. Ao lado esquerdo irá encontrar o Parque de Campismo da Fraguinha, continue em frente. Já no cruzeiro (em Póvoa das Leiras) siga pela estrada à esquerda (a principal) e pouco depois chegará a Candal.
Cuidado com as vacas no caminho.
São 26 km que demoram 30 a 45 min. aproximadamente a percorrer. Atenção aos buracos na estrada,
sobretudo entre Sá (Carvalhais) e Arada.
Uma vez que é uma aldeia sem muitos lugares para estacionar, e mesmo por uma questão económica e
ecológica, aconselhamos as pessoas a partilharem os automóveis a partir de São Pedro do Sul.
CANDAL
Aldeia serrana, mas solarenga, entre a Serra da Freita e da Arada, ou para simplificar, em pleno coração do
Maciço da Gralheira, pois que as fronteiras na serra não são tão lineares assim, tem sido motivo de inúmeras
iniciativas sociais interessantes, resultantes sobretudo do dinamismo da Cooperativa Mais Além e da Associação
Cultural de Candal. Faz fronteira com o concelho de Arouca, e da sua freguesia fazem parte ainda os lugares da Coelheira e Póvoa das Leiras. Da primeira, chega-se facilmente ao Parque de Campismo da Fraguinha e sua barragem, a convidar a um descanso sem tempo, onde, à noite, somos presenteados com um silêncio já raro
nos dias que correm (excepção feita às rãs) e um céu arrebatador. Já da segunda, merecem destaque os seus moinhos de água e as leiras, precisamente.
Os mouros já haviam andado por ali, como o “comprovam” as várias lendas existentes, e, mais recentemente, uma pedra tumular colocou também os romanos na história (actualmente esta pedra encontra-se num museu em Lisboa).
A agricultura é ainda o sector que ocupa o maior número de mão-de-obra dos habitantes, que vão
complementando com a criação de gado ovino e caprino. Os campos de cultivo estão dispostos em socalcos, com o milho, o feijão e o centeio a marcar presença. Qual anfiteatro natural, a imponência natural da serra, com as vincadas divisões em pedra do pastoreio agora em desuso, contrastando à vez com a imensa beleza bucólica ora de Póvoa das Leiras, ora de Candal, vai sendo, também ela, pintalgada com os ”novos moinhos”.
O artesanato, as tradições musicais e o trabalho nas minas de volfrâmio durante a 2ª Guerra Mundial, são
algumas das actividades que ainda hoje, marcam as memórias dos habitantes.
ORGANIZAÇÃO
ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE CANDAL , COOPERATIVA MAIS ALÉM, ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE
NODAR
Para receber informações sobre as nossas actividades, envie-nos um e-mail com a palavra adicionar no
assunto. Se desejar ser removido da nossa base de dados, por favor coloque remover.
PROJECTO CRIAR RAÍZES
Largo da Cerca Bloco 1 Fracção G, 1º Esquerdo
3660-428 S. Pedro do Sul
Tlf/Fax: 232 728 330
criaraizes@portugalmail.pt
www.criaraizes-spedrosul.com

 

publicado por osilenciodamontanha às 17:14
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